Projeto nacional sobre fotografia estereoscópica revela-se em Leiria

O m|i|mo — museu da imagem em movimento, em Leiria, acolhe a partir de sábado a exposição “A Terceira Imagem – A fotografia estereoscópica em Portugal e o desejo do 3D”, no âmbito de um projeto de investigação nacional.

A mostra, dedicada à fotografia estereoscópica em Portugal, “técnica usada para se obter informações do espaço tridimensional, através da análise de duas imagens obtidas em pontos diferentes”, parte de um estudo das coleções e dos fundos de fotografia estereoscópica de museus e arquivos públicos nacionais, anunciou a Câmara de Leiria.

O estudo foi realizado no âmbito do projeto de investigação Cultura Visual Estéreo, do CICANT – Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Segundo a autarquia, a exposição pretende “promover o reencontro com algumas imagens originais e visores de época, integrando estereoscopias em formato digital, apresentadas em ecrãs 3D, do Arquivo Nacional Torre do Tombo, do Centro Português de Fotografia, da Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema, do Museu da Cidade da Câmara Municipal de Lisboa, do Museu Carlos Machado [Ponta Delgada], do Museu da Ciência da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do EcoMuseu do Seixal”.

“Este é um levantamento pioneiro em Portugal na área da fotografia estereoscópica e conta com consultores internacionais, estando ainda previstas várias publicações científicas”, adianta uma nota de imprensa do município liderado por Raul Castro.

Para a câmara, a mostra, com a parceria do m|i|mo e do Arquivo Municipal de Lisboa — Fotográfico, é uma “mais-valia” para o museu de Leiria, cuja coleção de estereoscopia é constituída por cerca de três mil imagens.

“(…) O projeto do museu na área da fotografia tem como objetivo principal a criação das bases necessárias para a conservação e manutenção” do acervo fotográfico existente, esclarece a mesma nota, realçando a cooperação científica e técnica, assim como “o melhor aproveitamento possível de recursos dos museus”, que “possibilitam a continuação do estudo das coleções, dando-lhes visibilidade através de um plano de exposições temporárias à medida que o acervo vai sendo estudado e tratado”.

À agência Lusa, o vereador com o pelouro da cultura da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, salientou a importância da exposição, que vai estar patente até 15 de março.

“É um trabalho que começa em Leiria, que tem extensão noutros pontos do país e que é extremamente importante para dar a conhecer o património do m|i|mo”, declarou Gonçalo Lopes, considerando tratar-se de uma “oportunidade única em que se junta o conhecimento científico à riqueza do acervo de imagens que permite conhecer não só a técnica, como imagens nunca antes mostradas ao público”.

André Fernandes  Nº10059 Multimédia

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